Iniciamos essa conversa com a seguinte pergunta: “Como anda a sua alimentação diária?”
Fato é que, na atualidade, existe uma busca incessante sobre o melhor padrão alimentar, porém devemos ressaltar que o indivíduo deve ser tratado em sua peculiaridade, visto que cada um é único e precisa ser visto dessa forma.
Atualmente há muitos questionamentos sobre a rotina alimentar: “Devo comer de 3 em 3 horas?”, “O que deve comer?”, “Como comer?”, “E se eu deixar de comer?”
Quando alguém opta por não realizar determinada refeição ao longo do dia, essa decisão certamente virá munida de diversas justificativas, como por exemplo, falta de tempo, correria do dia a dia, reuniões, relatórios, que nem está com tanta fome assim ou até que dedicar 40 minutos ou 1 hora do dia para fazer uma refeição de qualidade é muita perda de tempo.
Então, que tal pular o almoço ou jantar? Melhor…que tal não tomar o café da manhã e poder dormir mais um pouco?! “Até porque além de ganhar um tempinho, posso até perder peso!”

 
Tais práticas têm se tornado muito comuns, e muitas vezes por motivações errôneas. Nosso organismo é uma máquina muito sábia, portanto se submeter a grandes períodos sem alimentação, fará seu metabolismo se comportar de diversas formas.
Como ele não sabe quando será a sua próxima refeição, assim que você a fizer, estrategicamente, ele passará a armazenar energia para um possível período de privação futuro. E, tal reserva será realizada na forma de gordura! Logo, aquele raciocínio de que pular refeições te ajudará a eliminar peso, já deixa de ser eficiente aqui!
Depois de ter passado por um período longo sem se alimentar, a sua FOME estará com força total na refeição seguinte, resultando em um consumo excessivo de calorias, muitas vezes pobre em nutrientes.
Essa fome exacerbada, trata-se de mais um mecanismo de defesa do seu corpo, visto que o hábito de não se alimentar como se deve, gera um grande stress metabólico.
Existe uma outra complicação, pois pular refeições pode ser um sabotador para sua saúde. Como? Longos períodos de privação alimentar aumentam a produção de insulina, gerando o que chamamos de hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue). Aí você se pergunta… “mas se eu tenho que controlar meu açúcar no sangue, isso não seria um bom sinal?”. Não, o ideal é você ter uma concentração de açúcar controlada, de acordo com sua necessidade energética, até porque essa inconstância na funcionalidade da insulina pode favorecer o surgimento de diabetes.
Já observou que quando você fica muito tempo sem comer, logo vem aquele abatimento, sensação de cansaço, dor de cabeça e até uma fraqueza ou tontura? Fica difícil até de concluir um pensamento ou ter criatividade. Imagine então, o que acontece com a sua produtividade!! Tudo isso é o seu corpo sinalizando que está precisando de nutrientes, de energia!
Sendo assim, a correria do dia-a-dia está aí, mas nem por isso devemos abdicar dos nossos momentos cruciais, que afetam diretamente nossa qualidade de vida.
Portanto, o ideal é fazer todas as refeições diárias, respeitando sua necessidade energética, investindo sobretudo na variedade e na qualidade dessas refeições!
Alimente-se bem! Lembre-se, esse é o seu corpo, sua casa… logo, você precisa dele em plena funcionalidade para garantir sua longevidade!
 
 
Fontes:
Pular refeições ajuda na dieta. Super interessante. Março, 2011.
Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/pular-refeicoes-ajuda-na-dieta/
Os perigos do Jejum. Pesquisa Fapesp, 187. Setembro 2011. Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2011/09/058-059-187.pdf